sábado, 26 de junho de 2010

entre malas, filmes e arranjos

Jean Charles morreu.
Digo que, de certa forma, ele era tudo aquilo que dizia não querer ser.
Natural da cidade de Gonçalves, interior de Minas, Jean havia começado uma vida em Londres, onde ficou por pouco mais de três anos.
No fundo, ele era um cara simples, um homem esperto e de bom coração que queria ajudar não só a quem lhe ajudasse, mas sim a quem precisasse.
A história começa com Jean ajudando sua prima a conseguir entrar na Inglaterra com um passaporte de turista, é claro. A menina, foi para aquele país distante com o único e direto objetivo de juntar dinheiro para a sua mãe com diabetes que estava no Brasil.
No decorrer do filme, Jean procura fazer com que ela olhe para outras coisas ao seu redor, como a beleza e o leque de opcoes que aquela cidade trazia.
Bom, o filme começa com uma mentira de Jean para conseguir o carimbo da prima, e ao longo da história as mentiras do garoto que foi 'desinteoriarizado' crescem, se alastram no samba da malandragem brasileira.
mas com o decorrer que escolhe o caminho mais rápido para conseguir as coisas, suas mentiras e ganancias vão se desmonorando, como uma torre de papel. Jean aprende com seus erros, aparentemente pelo filme digo até que ele sentiu, na pele e no coração, os pesares das suas decisões impulsivas.
É, tudo corre bem e Jean segue sua vida, com uma bagagem de erros e consequentemente, de experiências que lhe fizeram mais consciente. E após tanto tranco e barracos, Jean decide permanecer juntando dinheiro por seis meses e viajar pela Europa, ao léu.
Jean, podia ser malandro, podia se aproveitar das cirtunstancias, mas ele tinha um bom coração, isso tinha.
Esse malandro dos Novos Baianos podia ser qualquer coisa, mas era era sim um cara de sorte.
Possa até ser que essa mesma sorte que tenha o atingido naquele dia cotidiano do metro. Mas não, prefiro e creio não pensar assim. A sorte de Jean vinha como seu coração, larga, quente e fogo.
Tudo isso me faz pensar na massificação, na beleza perdida daquela Londres que um dia ele mesmo ressaltou para os olhos de sua prima, da beleza da histórica e inesquecivel London Bridge, da arquitetura, de tudo aquilo que o homem conquistou em sua história e evolução (?)
Mas não, tudo isso se perdeu. Tudo isso acabou nos dias e nas semanas de horrores dos atentados, tudo isso acabou no dia em que Jean morreu.
O que tomou conta foi o ver desconfiado, investigação secretas, ver fingindo não ver, sentir com medo de temer.
Só Deus pode olhar pelos homens se eles não olharem por si próprios.
Todos estão perdidos em uma sociedade, que, (BOM DIA?), é formada pelos próprios homens, inteligentes, espertos, malandros, genios, sinceros, amargos que somos.
Formação de ideais e ideias que á foram anteriormente formadas. Paradigmas.
Mas não, acredito que não podemos permitir que nos percam nos erros que no fundo, assim como Jean, sentimos que não são o correto a se tomar.
Isso não tem nada de fácil, mais coisas mais facieis com caminhos mais rápidos nem sempre são tão certas.
Devemos seguir a voz do coração.


- tenho muitos sonhos de manhã
- to precisando de um armário
- filmes com Selton Mello são sempre bons
- Daniel de Oliveira e Vanessa Giácomo formam um casal aparentemente 'perfeito'

\o/

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