Uma mesa de bar, cigarro enchendo de carência até a boca
o cinzeiro manchado de preto, luz entorpecida, estava em
seu vestido florido, três dedos acima do joelho a sinceridade
e a descrença, aceitou o convite, em volta de toda honestidade
palavras doces, topou um vinho em sua casa, após ficar claro
que poderia ceder algumas palavras, animado estendeu-se
Tenho a oferecer-lhe uma boa conversa, sexo suado, com amor
enquanto o incenso queima, quem sabe até um baseado pra estreitar
sentimentos superficiais, a lua que ainda existe e insiste, as estrelas que
explodem para gerar matéria prima da vida, mas não tinha moto, nem carro,
muito menos carta, então ficou e continuou, o tempo, o silêncio dos dias,
as faixas de pedestre, o tédio, a ânsia, a solidão.
Autor; Thiago Rufino
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