sexta-feira, 27 de julho de 2012
passado histórico
to longe de confusão
vivendo na contramão...
sem medo de retroagir
corro pra onde nunca mais poderei ir.
sábado, 21 de julho de 2012
?
Hoje resolvi DESITIR. Desistir de tentar me manter segura, presa em conceitos que ficam paralelos há minha vida, que me cobram, que me agoniam com medo de que eu me expresse de uma maneira que acabe por não me expressar, enfim, desisti disso!
Agora vou procurar seguir a vida tentando. Tentarei escrever aqui mesmo que daqui um ou dois meses leia isto sem ter a menor identificação com o conteúdo.
Tentarei também esquecer o tatno que já me joguei e o quanto isto me deixou calejada.
Estou com saudades da minha leveza, do meu descompromisso, do meu ato apreço: o que foi que aconteceu?
Será que todas estas histórias de vida que guardei junto a mim hoje fazem que a minha se torne este vazio tão grande?
Os fatos foram acontecendo sem que nem ao menos eu visse que eles estavam terminando, sem que eu mesma terminasse, e o que foi que aconteceu?
Acabo por viver uma vida hoje amedrontada em um passado tão profundo pelo qual eu me entrguei de uma força tamanha que nem ao menos eu tivesse estimulo pra guiar meus prorpios controles, seja fisico, sensoriais, motores ou psicologicos.
Sou uma grande confusão.
E ainda carente.
Muito carente!!!
sexta-feira, 23 de março de 2012
desenho-problema
Sente o encanto
em um lenço do rosto.
Papel fino, com furinhos...
Desenho de menina de cara azul,
ela tem rosto largo
deve morar lá no Sul.
Só não sei por que sua roupa também não é azul...
Antes vestisse roxo
amarelo, o seu cabelo,
faz com que seu corpo
seja um tanto quanto rosa blue.
CD Marcelo Camelo - Toque Dela
e desenho que criança menina me deu hoje
sábado, 3 de março de 2012
Se os dias fossem flores
Gotas d'agua
pediam para que
meu riso bobo
Mude de plano
faça algum dano
Perca meu pedaço de pano.
Ou até que ouça meus enganos,
peça licença
para meu coração,
mesmo que de dentro,
como se não existisse
alguma contramão.
ser a vida
mudar de angulo
realiza
o que idealiza?
vivo no mesmo riso.
com uma
concepção distorcida
não sai do lugar e ficou diferente.
quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012
Balanço, balanceamento, balanciado

Parece-me inevitável. Todo começo de ano é a mesma coisa.
Tenho a impressão de um gás novo, uma maior confiança nos sentidos, um planejamento mais nítido, uma clareza de objetivos...
Engraçado. Parece tão igual e ao mesmo tempo com objetivos tão diferentes.
Fazer uma reflexão sobre todos os meus começos de ano, ou todos os anos que já vivi, chega a encher tanto a minha cabeça de informações e indagações que tem uma hora que preciso parar e levar a minha cabeça para outro lugar, seja uma música ou um jogo de dominó...
É claro, faço estas reflexões sobre o passado porque quero.
Ainda quero que o que passou me prenda em alguma coisa para que assim não me sinta tão livre ou desprendida de qualquer passado.
Querer ser livre é querer se livrar do que passou?
Não sei.
Não quero ser livre.
Não quero ser livre de tudo que passou, desprendida de tudo que passou por mim, de tudo que vivi, tudo que vi, aprendi ou senti.
Não quero ser livre para não entrar na profunda loucura
O balanceamento ainda não terminou
e nem o ano,
não vou tirar nenhuma peça para que a brincadeira
também ainda não tenha fim
mas o post sim.
domingo, 19 de fevereiro de 2012
Dom
Oi,
Hoje quando me bateu a vontade de escrever fiquei muito pensando sobre o blog.
Como é ele? Sobre o que ele fala?
Hoje quando me bateu a vontade de escrever fiquei muito pensando sobre o blog.
Como é ele? Sobre o que ele fala?
Realmente não sei responder nenhuma destas questões e, confesso, elas não tem nenhuma relevância que valha a pena eu considerar.
Bom, mas bolei uns "esqueminhas" na cabeça e aproveitei que a cabeça tá cheia de imaginação.
Normalmente as coisas que mais me inspiram são músicas. Então, vou colocar qual foi a ocasional do dia no momento em que escrever o post- nem que seja por meio de vídeo ou só deixando o nome mesmo, o que muitas vezes já faço.
É claro que tem muitas outras coisas que 'fertem' a minha imaginação e neste caso é claro que vou evidencia-lás também.
Tô deixando tudo aqui registrado pois, graças à minha tremenda auto critica, sei que muitas vezes alguns post ficam com palavras perdidas que não são autoriais, ou seja, não são idéias plenamente minhas- não que exista alguma idéia que nunca tenha sido pensada antes, risos.
Tô deixando tudo aqui registrado pois, graças à minha tremenda auto critica, sei que muitas vezes alguns post ficam com palavras perdidas que não são autoriais, ou seja, não são idéias plenamente minhas- não que exista alguma idéia que nunca tenha sido pensada antes, risos.
Mas uma vez aconteceu uma coisas dessas em um post meu.
Coloquei o titulo dele de Morena Branca, coisa da minha cabeça, e fui escrevendo um monte de coisas que estavam completamente relacionadas com o que estava ouvindo ( Adriana Calcanhoto, Comadre Fulozinha e outras cositas que não me recordo now) mas enfim, uma colega comentou perguntando qual era aquela música.
Na ocasião até respondi, mas confesso que fiquei envergonhada e sem explicação.
Bom, agora que o texto já esta grande mesmo, vou me despedir pois tenho que dormir cedo e retomar algumas leituras.
Estou lendo Dom Casmurro do Machado de Assis. Isto sim esta sendo mui inspirador! Quem me ler vai reparar os resquícios do livro nas proxímas leituras.
deixo esta linda imagem inspiradora ...

Um beijão caloroso pra este domingo ainda fervoroso.
:D
Bom, agora que o texto já esta grande mesmo, vou me despedir pois tenho que dormir cedo e retomar algumas leituras.
Estou lendo Dom Casmurro do Machado de Assis. Isto sim esta sendo mui inspirador! Quem me ler vai reparar os resquícios do livro nas proxímas leituras.
deixo esta linda imagem inspiradora ...

Um beijão caloroso pra este domingo ainda fervoroso.
:D
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012
Respirar, a bomba atômica
Tem momentos de emoção que me sinto como um vulcão em erupção.
É uma sensação explosiva, intensa, daquelas que quando a gente termina de sentir parece que nenhum sentimento mais faz sentido.
São tantos sentimentos que depois anulam todos os sentimentos.
Nada realmente me preocupa. Sei que tudo tende a dar certo
Mas muito me preocupa.
Me preocupa até saber como é extrema esta polarização que se reflete até mesmo em meus escritos. Tendo a ser muito, uma coisa ou outra.
No Fantástico de Domingo, Ivete Sangalo falou uma frase que me remete ao que estou expressando sobre mim mesma agora:
Eu tenho que vigiar para me controlar e não me tornar muito intensa.
É este meu caso.
Acabo atrapalhando aos outros e a mim mesma. Essa sensação de que se quiser posso acabar com tudo e depois voltar para curtir hoje já me é vazia demais. E esta me dando um desespero.
Confissão difícil esta.
Na verdade, as maiores explosões vêem com os meus medos. Medo do escuro, medo de gente, medo de mim.
Exemplar
Este ano tenho que me tornar exemplar: conduta, carater, costumes, conceitos.
Me cobro isto e depois ainda muito mais.
Jogo com a ironia agora; isto deve ser "por causa do fim do mundo".
Deixo claro que não acredito nestas baboseira causadas pelo fanatismo, ainda mais barato, pois já anunciam o "fim do mundo" há umas dezenas de séculos. Não estou aqui hoje para teclar sobre minhas crenças, é claro, que tenho muitas, ainda mais sobre os estudos e pesquisas que estão aumentando diante de certas mudanças.
"Calma, tenha calma
Que o mundo não tem fim" Thaís Gulin
Calma em viver apenas a minha vida. Não posso viver assim, querendo viver a vida dos outros. Nem que sejam eles meus familiares.
Faço isto das maneiras mais inconscientes que minha mente traiçoeira pode me fazer, mas não posso me enganar.
A vida é minha e dela sai os vulcões e lavas que apenas eu devo tomar conta.
A "sapa" agora vai se manda!
(sapa, sapo, saco!?)
Beijinhos
É uma sensação explosiva, intensa, daquelas que quando a gente termina de sentir parece que nenhum sentimento mais faz sentido.
São tantos sentimentos que depois anulam todos os sentimentos.
Nada realmente me preocupa. Sei que tudo tende a dar certo
Mas muito me preocupa.
Me preocupa até saber como é extrema esta polarização que se reflete até mesmo em meus escritos. Tendo a ser muito, uma coisa ou outra.
No Fantástico de Domingo, Ivete Sangalo falou uma frase que me remete ao que estou expressando sobre mim mesma agora:
Eu tenho que vigiar para me controlar e não me tornar muito intensa.
É este meu caso.
Acabo atrapalhando aos outros e a mim mesma. Essa sensação de que se quiser posso acabar com tudo e depois voltar para curtir hoje já me é vazia demais. E esta me dando um desespero.
Confissão difícil esta.
Na verdade, as maiores explosões vêem com os meus medos. Medo do escuro, medo de gente, medo de mim.
Exemplar
Este ano tenho que me tornar exemplar: conduta, carater, costumes, conceitos.
Me cobro isto e depois ainda muito mais.
Jogo com a ironia agora; isto deve ser "por causa do fim do mundo".
Deixo claro que não acredito nestas baboseira causadas pelo fanatismo, ainda mais barato, pois já anunciam o "fim do mundo" há umas dezenas de séculos. Não estou aqui hoje para teclar sobre minhas crenças, é claro, que tenho muitas, ainda mais sobre os estudos e pesquisas que estão aumentando diante de certas mudanças.
"Calma, tenha calma
Que o mundo não tem fim" Thaís Gulin
Calma em viver apenas a minha vida. Não posso viver assim, querendo viver a vida dos outros. Nem que sejam eles meus familiares.
Faço isto das maneiras mais inconscientes que minha mente traiçoeira pode me fazer, mas não posso me enganar.
A vida é minha e dela sai os vulcões e lavas que apenas eu devo tomar conta.
A "sapa" agora vai se manda!
(sapa, sapo, saco!?)Beijinhos
sábado, 11 de fevereiro de 2012
sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012
Cigana
Comecei meu dia hoje em um bode danado.
Para variar um pouco é o romance.
Sabe gente que gosta de se iludir?
Pois bem, sou uma delas.
Sei quase nada sobre uma pessoa,
mas insisti em construir ela interinha, de uma maneira que eu a conheço muito bem.

Na vida real, não sei nem mesmo pra onde ela vai, pra onde ela quer ir, qual é o caminho dela.
Mas só hoje, depois que acordei, me dei conta, cai da cama, joguei água no rosto e percebi: alimentei uma preocupação dela por mim que já não existe a tempos!
O que mais me fere não é saber que a preocupação que eu achava que era dela, hoje não é.
Essa "verdade" de que tinha alguém que estava preocupado comigo neste ou naquele sentido, me fere por não existir.
Fiz isto para poder cantar pro Sol.
Agora, fico aqui duvidando seriamente da minha sanidade mental, ou pior, da minha inteligencia por alimentar por tanto tempo que alguém que quero ainda prezava por mim e ainda, resolveria fazer alguma interferencia na minha vida para que eu voltasse a enxergar com olhos limpos meu caminho.
Doce ilusão.
Alimentei um bixo já alimentado.
Ariana nata, não gosto nada de ter meu orgulho ferido. - olha que pra fazer isto tem que ser estratégico o processo.
Fiquei achando que alguém se importava quando, na verdade, esta pessoa esta apenas seguindo/cuidando de sua vida sem nem ao menos pensar em curar minha dor com "aspirina".
Meu amor também não vai curar assim.
Se é que é amor né! Porque ando duvidando de tudo inclusive, e principalmente, de mim mesma.
Sentimentos querem voar pela boca!
Para variar um pouco é o romance.
Sabe gente que gosta de se iludir?
Pois bem, sou uma delas.
Sei quase nada sobre uma pessoa,
mas insisti em construir ela interinha, de uma maneira que eu a conheço muito bem.

Na vida real, não sei nem mesmo pra onde ela vai, pra onde ela quer ir, qual é o caminho dela.
Mas só hoje, depois que acordei, me dei conta, cai da cama, joguei água no rosto e percebi: alimentei uma preocupação dela por mim que já não existe a tempos!
O que mais me fere não é saber que a preocupação que eu achava que era dela, hoje não é.
Essa "verdade" de que tinha alguém que estava preocupado comigo neste ou naquele sentido, me fere por não existir.
Fiz isto para poder cantar pro Sol.
Agora, fico aqui duvidando seriamente da minha sanidade mental, ou pior, da minha inteligencia por alimentar por tanto tempo que alguém que quero ainda prezava por mim e ainda, resolveria fazer alguma interferencia na minha vida para que eu voltasse a enxergar com olhos limpos meu caminho.
Doce ilusão.
Alimentei um bixo já alimentado.
Ariana nata, não gosto nada de ter meu orgulho ferido. - olha que pra fazer isto tem que ser estratégico o processo.
Fiquei achando que alguém se importava quando, na verdade, esta pessoa esta apenas seguindo/cuidando de sua vida sem nem ao menos pensar em curar minha dor com "aspirina".
Meu amor também não vai curar assim.
Se é que é amor né! Porque ando duvidando de tudo inclusive, e principalmente, de mim mesma.
Sentimentos querem voar pela boca!
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012
Cegueira
A sensação de gostar do que foi feito ou que valeu independente do que aconteça:
É como esperar alguém mesmo sabendo que nunca mais irá beijá-lo.
Sou muito romântica, como o blog mesmo já diz, contudo o meu romantismo mudou um pouco, graças ao tempo já que decidi o reservar verdadeiramente para mim.
Tempo de mulher, é isto que estou reservando.
Ontem de noite eu vi alguma coisa do tipo em uns vlogs o qual Mallu Magalhães estava caracterizando que este tempo não é algo constante, e não é mesmo, concordo com ela: é um movimento.
Já fiquei perto de muita gente, utilizava isto como um certo tipo de tranquilizante para mim mesma. Já utilizei o termo vampirismo aqui, por isto faço uma analogia agora, mas não considero este termo apropriado.
Estar perto dos outros não tira sangue de ninguém.
Na realidade tira sangue de mim mesma.
Tinha a breve ilusão de tirar vantagem de certas situações, vantagens de diferentes formas, seja com tiques, mania de mexer em machucados (meus os que não sejam meus), tirar vantagem material, espiritual, tentando aumentar meu ego de uma maneira que, hoje com meus 20 anos de idade, percebo que fazia exatamente o contrário: diminuía-o.
Quero enxergar sem obrigatoriamente ter que ver.
Tem tanta coisa que ainda passa na minha cabeça, memórias de coisas que já vi ou vivenciei perto de mim e que hoje me dão nojo. Não queria utilizar este termo, mas não consigo pensar em nada mais adequado ou melhor agora.
Me explico
" O cérebro vê o que quer sentir "
Somos hipnotizados hoje de tantas maneiras para enxergar o que é belo.
Mas há beleza na seletividade, superioridade ou até mesmo endonismo?
é como desejar o indesejável...
Vi gente bonita de perto, mas no fundo, sentia-me perdida perto delas.
Será que por me sentir feia ou por estas não serem realmente belas?
Meu conceito de beleza ainda é muito vago.
Estou até que gostando desta nova formação do conceito em minha cabeça.
Por ora, vou usar as palavras de Letícia Sabatella: "beleza para mim é integridade"
Ainda tenho tempo...
Meu tempo anda passando manso, meus planos andam além da esquina, pra lá da Florida!
Ando em um outro mundo do que costumava andar, os dias não voam mais, andam mansos.
As vezes pinto a boca, tem dia que nem brinco uso.
Tudo mais simples neste meu tempo de mulher.
Não sei quanto tempo este tempo dura, mais sei que saboreio e o gosto me parece bem mais.
Utilizo as palavras de Chico pra terminar este post: "Ah, se eu soubesse não andava na rua. Perigos não corria. Não tinha amigos, não bebia, já não ria à toa"
Deixo este vídeo da música do Cd novo do Chico.
Detalhe sobre o vídeo: Os dois apaixonados nem "conseguem" estar juntos pra expressar a beleza da música e do romance dos dois.
Palavra-chave do dia: Integridade
É como esperar alguém mesmo sabendo que nunca mais irá beijá-lo.
Sou muito romântica, como o blog mesmo já diz, contudo o meu romantismo mudou um pouco, graças ao tempo já que decidi o reservar verdadeiramente para mim.
Tempo de mulher, é isto que estou reservando.
Ontem de noite eu vi alguma coisa do tipo em uns vlogs o qual Mallu Magalhães estava caracterizando que este tempo não é algo constante, e não é mesmo, concordo com ela: é um movimento.
Já fiquei perto de muita gente, utilizava isto como um certo tipo de tranquilizante para mim mesma. Já utilizei o termo vampirismo aqui, por isto faço uma analogia agora, mas não considero este termo apropriado.
Estar perto dos outros não tira sangue de ninguém.
Na realidade tira sangue de mim mesma.
Tinha a breve ilusão de tirar vantagem de certas situações, vantagens de diferentes formas, seja com tiques, mania de mexer em machucados (meus os que não sejam meus), tirar vantagem material, espiritual, tentando aumentar meu ego de uma maneira que, hoje com meus 20 anos de idade, percebo que fazia exatamente o contrário: diminuía-o.
Quero enxergar sem obrigatoriamente ter que ver.
Tem tanta coisa que ainda passa na minha cabeça, memórias de coisas que já vi ou vivenciei perto de mim e que hoje me dão nojo. Não queria utilizar este termo, mas não consigo pensar em nada mais adequado ou melhor agora.
Me explico
" O cérebro vê o que quer sentir "
Somos hipnotizados hoje de tantas maneiras para enxergar o que é belo.
Mas há beleza na seletividade, superioridade ou até mesmo endonismo?
é como desejar o indesejável...
Vi gente bonita de perto, mas no fundo, sentia-me perdida perto delas.
Será que por me sentir feia ou por estas não serem realmente belas?
Meu conceito de beleza ainda é muito vago.
Estou até que gostando desta nova formação do conceito em minha cabeça.
Por ora, vou usar as palavras de Letícia Sabatella: "beleza para mim é integridade"
Ainda tenho tempo...
Meu tempo anda passando manso, meus planos andam além da esquina, pra lá da Florida!
Ando em um outro mundo do que costumava andar, os dias não voam mais, andam mansos.
As vezes pinto a boca, tem dia que nem brinco uso.
Tudo mais simples neste meu tempo de mulher.
Não sei quanto tempo este tempo dura, mais sei que saboreio e o gosto me parece bem mais.
Utilizo as palavras de Chico pra terminar este post: "Ah, se eu soubesse não andava na rua. Perigos não corria. Não tinha amigos, não bebia, já não ria à toa"
Deixo este vídeo da música do Cd novo do Chico.
Detalhe sobre o vídeo: Os dois apaixonados nem "conseguem" estar juntos pra expressar a beleza da música e do romance dos dois.
Palavra-chave do dia: Integridade
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
Caminhas sozinha, enquanto tecem as folhas da natureza

Caminhar contente, alegre, andar como se visse o sol pela primeira vez quando raia o dia.
Pareço contente, mesmo aparentando tão descontente.
Meus olhos de jabuticaba já me parecem cansados.
Meus ouvidos já estão sensíveis até mesmo ao barulho do rangi de dentes.
Não sei se é velhice.
Tenho apenas vinte anos e já reclamo de tanto.
Reclamar para quê? De quem? Para quem?
Estas perguntas hoje para mim já não cedem nenhuma resposta.
Por um lado isto pode vir a me tranquilizar,
esta sensação me volta o vazio que eu sei que é tão necessário para que eu tenha uma vida saudável.
No mesmo, me lembro de ainda criança. Como era carinhosa, manhosa, atenciosa.
No que tudo isto se transformou?
Transformou-se em alguém amargurado.
Erro quando digo 'alguém', pois este alguém sou eu. Mas quanto à amargura, esta eu não erro não.
Esta busca pelo 'amor', pelo drama de novela, pelo vampirismo, isto tudo já não me cessa. E agora?
Sei o que não me é bom, mas ainda não consigo me depreender.
Me prendo até nos nomes.
Me prendo na necessidade de relacionar uma pessoa à outra...
Tudo isto para conseguir esquecer de mim mesma.
Conseguir esquecer as escolhas erradas acabaram por me fazer esquecer um pouco da minha própria meninice.
Hoje 'organizei' certas lembranças.
Como disse, gosto de me apegar afectivamente,
também por isto tenho uma caixa onde guardo as coisas mais absurdas, até as mais óbvias que me lembram ou me remetem certos momentos/pessoas.
Vi como, mesmo nos passeios da escola, já gostava de fotografias.
Fotografias para mim, e imagino que não só, são momentos congelados.
Momentos mágicos pois são captados de um só lugar e paralisados em um só momento.
Tirava foto de tudo!
Nestas viagens com a escola, fotografava a turma da frente, a 'turma da bagunça'- que ficava mais pro fim do ónibus- e, até mesmo, a saída de emergência que fica no teto deste mesmo onibus.
Quanto apego! risos
E hoje vi que, nesta mesma linha, comecei a querer me mostrar/mostrar pros outros, aquilo que eu mesma conseguia ver pelos olhos jabuticabas.
Que luta em vão!
E ainda uma luta de fracasso, pois não há porquê lutar por olhos iguais.
Agora, aprendo a olhar sozinha.
Deixar que os olhos nem ao menos transpareçam o que eles vêem.
Um pouco como a nossa querida personagem Amelie.
Não sou como ela, nem quero ser. Quero ser eu, mas sem este encantamento que esta me fazendo mal.
Por só, eu sei que não sou apenas este "ser amargurado"
Ver as minhas lembranças naquela caixa, me fez perceber como eu gosto de quem sou.
Quer dizer, se me conhecesse eu iria me querer por perto! risos e mais risos
Estou parecendo um livro de auto-ajuda, então vou terminar com uma frasezinha minha mesmo
O melhor encantamento é aquele que por mais que visível aos olhos é distante do próximo.-De quem esta aprendendo a se apaixonar por si e só
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