
Parece-me inevitável. Todo começo de ano é a mesma coisa.
Tenho a impressão de um gás novo, uma maior confiança nos sentidos, um planejamento mais nítido, uma clareza de objetivos...
Engraçado. Parece tão igual e ao mesmo tempo com objetivos tão diferentes.
Fazer uma reflexão sobre todos os meus começos de ano, ou todos os anos que já vivi, chega a encher tanto a minha cabeça de informações e indagações que tem uma hora que preciso parar e levar a minha cabeça para outro lugar, seja uma música ou um jogo de dominó...
É claro, faço estas reflexões sobre o passado porque quero.
Ainda quero que o que passou me prenda em alguma coisa para que assim não me sinta tão livre ou desprendida de qualquer passado.
Querer ser livre é querer se livrar do que passou?
Não sei.
Não quero ser livre.
Não quero ser livre de tudo que passou, desprendida de tudo que passou por mim, de tudo que vivi, tudo que vi, aprendi ou senti.
Não quero ser livre para não entrar na profunda loucura
O balanceamento ainda não terminou
e nem o ano,
não vou tirar nenhuma peça para que a brincadeira
também ainda não tenha fim
mas o post sim.
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