sábado, 18 de dezembro de 2010

Morena branca



Cadê a moça solta de sorriso solto?
Cadê menina solta de cabelo solto? De idéia boa?
Ainda vai rir de você morena, quando esta maré passar.
Aqui dentro ainda te vi.
Não me importa se um dia eu já não mais me perguntar sobre suas fantasias ou me ferir por te querer, só quero vencer o mundo, por você.
Fazer rir, não chorar.
Sou apenas lua que lhe dei um dia para guardar.
Troco meus planos e vou terminar em outro lugar. Fisgo os enganos de todos os anos e tudo que der para fisgar...
Agora eu vejo o tanto que lhe fiz calar, sei que errei.
Quem tropeçou fui eu. Só eu sei o sabor salgado do choro que já degustei para tentar lhe consolar e que amargou meu ‘eu’.
Somos iguais, nosso amor é essência pura.
É minha ilusão.
Sentir o calor da tua mão, na minha mão...
Na tua...
Mais uma vez, uma...
Sua.

Nenhuma.
Entrei em tuas estradas, em tuas suas ciladas...
Não pensei.

Um dia não vou mais me perguntar se era tudo fantasia esta nossa brincadeira, sei que dessa nossa brincadeira, eu já não quero mais brincar...



Na minha.
A tua boca geléia roxa de amora...
Não diga nada!
Deixe que eu beije todo este sabor,
Enfeite...
Deleite...
As nossas noites chuvosas, nosso escuro obscuro...
Nosso.
Faz-me saborear, sabe?
Enquanto os vermes passeiam na lua cheia, eu saboreio o rastro de geléia...

Aqui, agora,
Não tem você, nem ao menos falta você.
A gente ri do amor quando ele não vem.

Apaixono sono,
Gosto, amor.

Quando a noite chegar, vou olhar para o céu para poder te ver, imaginando se nos seus dias você ainda guarda a lua que te dei...

Entre teus olhos jade me é direito falar assim.
O sol me deu o recado em forma de canção,
Se for para ter saudades, que não doa no coração.
Teu riso marfim... Migalhas de você, eu não resisto!
Teus dedos me refletem tantos pedacinhos de mim...

Só por guardar, guarde.
Faz dos teus sonhos o meu chão, me beija a boca, vem pro meu lado, não se sinta mais tão sozinho.
Queria brincar com a vida, ela me deu uma ferida e eu?
Sou só a menininha da história, por favor...
Cicatriza?
Eu sou só a menininha.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

meu estranho amor

Leite, Enfeite, Respeite, Deite, Deleite, Aceite...


de repente me vi assim, completamente seu.
vi um grande amor gritar em mim, assim como eu sonhei um dia.
uma mudança muito estranha...
uma pureza, mais calma mais alegria, no meu jeito de lidar...
só quero que voce se encontre
saudade até que é bom,

melhor que caminhar vazio.

nao tem desespero voce me ensinou um milhao de coisas.

quando o meu mundo era mais mundo

por que voce nao colá em mim?
nao sou nem quero ser o seu dono....

é que um carinho as vezes caí bem.

eu tenho os meus segredos e planos,
secretos.


porque vc nao esquece e some?

... e seu me interessar por alguem?

e se ele de repente me ganha?
quando a gente gosta é claro que a gente cuida...

fala que me ama só que é da boca pra fora...

TO quÍ... /hú!

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

CICLO.


Tem momentos que me fecho feito um recluso.

Em casulos metámorfóticos de borboletas ao voar.

Ar...

Datas festivas purificam...

Selam o AMOR...
Vamos Celebrar!

AMO R
paz e tranqüilidade, buscando o equilíbrio

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

camila poema

Camila es tu
quem es?
quem tu es?


o que sabes?
daonde veio
o que quer
pra onde vai?

quer pra que?
pra onde?
pra onde?
onde para?

camila..vai...voa
vooaaaaaaaaaaaaaa!
mais volta,ta?


Autor Desconhecido

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

devaneios beaticonguianos


Telhas juntinhas
desenho gradual...
acho que tudo isso,
cobre um lugarzinho chamado de lar.

Quando paramos de se importar tanto com o tempo sentimos mais o vento.

Minha saia está leve e quase transparesce a mente

Colo
mãe, garota, senhora, menina, rebelde, antiquada, madura, mulher...
todos tem um!

Se voce olha no escuro, tudo se apaga
Ao acender a luz do sereno a beleza apaga-se também, e toma lugar o ser...
Lamentar apenas não basta...
lamentar é tão belo...
todos lamentam! entram...
Vale a pena trocar ou só usufruir?

No silencio destas ruas escuras...
me vem tranquilo, a passagem do disco voador...
voa dor!
é tão belo quanto a parabólica de aços dispersos, métricos e sem sentido algum...
paranóia...
tristeza ver os olhos sangrando,
há de ter controle quando se sangra,
saber que se sangra...
todos mes vai sangrar, uma vez a cada mes...

bob dylan me parece meio caipira,
adoro o estilo todo country dele, meio norte americano do sertão mesmo,
chucro.
me parece tudo isso uma coisinha chamada moda-antiga,
pacto social e histórico cultural de seres ultra dimensionários que se passam e passarinho,
passarãum...
bem grandão,
tão grande assim que nem cabe numa gaiola,
bem pequeninhá,
ou ampla como um disco voa dor...
viajar,
é conhecer novos lugares caminhando com seus próprios pés...
like a rolling stone!

peace and love always!


l u
zz
z

sábado, 13 de novembro de 2010

sick

É mesmo verdade que a maior parte dos males que ocorrem ao homens sao provocadas por ele próprio

- Plínio Marcos

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Poema a garota contemporânea

Uma mesa de bar, cigarro enchendo de carência até a boca
o cinzeiro manchado de preto, luz entorpecida, estava em
seu vestido florido, três dedos acima do joelho a sinceridade
e a descrença, aceitou o convite, em volta de toda honestidade
palavras doces, topou um vinho em sua casa, após ficar claro
que poderia ceder algumas palavras, animado estendeu-se
Tenho a oferecer-lhe uma boa conversa, sexo suado, com amor
enquanto o incenso queima, quem sabe até um baseado pra estreitar
sentimentos superficiais, a lua que ainda existe e insiste, as estrelas que
explodem para gerar matéria prima da vida, mas não tinha moto, nem carro,
muito menos carta, então ficou e continuou, o tempo, o silêncio dos dias,
as faixas de pedestre, o tédio, a ânsia, a solidão.

Autor; Thiago Rufino

tecnologia

constantemente me surpreendendo e me conhecendo em mim

domingo, 31 de outubro de 2010

Voar até ficar tonta


Me teve na noite,
escura, vazia
cheia de mar...

O aconchego aqueceu
cores que completam o sorriso do garoto sem pais
mistério que envolve curiosidade demasiada da muleca sem pais

Beijou-me menina,
sentiu o cheiro meu

tirou o mais doce de cada curva...
beijou-me mais

mais...

O vi desejo.
desvendando o mistério..

o vejo homem
humano,
novo.

Suas curvas másculas
mãos rígidas
contrastam...
carinho

toque
no olhar,
devedor criador

Morro protegida.

Pinta a cara!
limpa tudo!
escancara!!

Renasço viva.

Viva e intensa
A boneca deixa sua saia girar,
rodopia!

Beijou-me muleca
brincalhona, contestadora de estar...

Te vi respeito,
um sábio que não sabe se amar...

Me joguei no beijo e deixei-me segura novamente
Bela companhia.

ia...

Amanhece

Beijou-me mulher
prazer, suspiro, seu olho, meu olho
devoro-te.

Me tem inteira...
...
não mais...

Se descobre,
a descobre.
o descobre.

Homem lindo é você, lindo.
Fez-se valer todo o mistério...

Obrigada.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

desequilibrar, desequilibrio


penso no que caminho e vejo um plano em equilíbrio, tende pra um lado, joga pro outro...
sabemos onde caminhamos, a luz está visível aos olhos neste momento.
agora, o saber como caminhar, este tende a ser tunio, equilibrista. andar em cima de uma corda, parece-me divertido, emocionante, adrelianuvemsupervoador... fantástico!
interessante que esta magia, adralisuperlegal, está completa e unicamente ligada aos nossos atos: concretos e diários que são.
sabemos quê caminhamos e onde caminhamos, mas agora entendemos que o caminhar é completo e mesmo que ténue, é um só.
astros do meu fogo devem entrelaçar como um mar vermelho que aquece e circuscrita o zelo dos seres extraordinários.
únicos e sadios, saberemos o lugar que a felicidade encontra o estar, parada e em movimento, constante, instante.

domingo, 24 de outubro de 2010

dor



ajuda meu Deuzinho...
ajuda a entender.
o sol já não vai mais brilhar...
seu sorriso e o canto de lá...
onde está?
vem pra perto, segue livre...
quanto amor. é só amor.
confusa
perdida

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

homem banana


texto tirado do blog da chará: http://calmila.blogspot.com/2010/07/o-homem-banana.html

No mercado, é sempre o que sobra, e está constantemente nas promoções do encarte. Mas não se engane, não, mocinha: por mais barato, vistoso ou vitaminado que aparente ser, o homem banana consegue mostrar em poucos mas necessários sinais, que é um belo idiota. Sobram, porque são devolvidos. E com o tempo, aprendemos a identificar os sinais cada vez mais cedo, muitas vezes, nem chegando a de fato "adquirir" tal fruto enganoso.
Cadê os homens reais, de verdade e opinião? Cada vez mais, a bananice crônica tem tomado conta da mente masculina, o que é uma lástima. O jeito é ir experimentando, até encontrar o gosto ideal - e que no mínimo, maduro esteja.
Não se preocupe: se você ainda não teve o desprazer de conhecer algum, com certeza há tal ser no seu caminho. Você pode não perceber de cara, logo ao vê-lo. Eles se camuflam nos mais variados jeitos. Pode ser aquele super seguro e independente, que mora sozinho. O rapaz que trabalha, e não sobrevive do dinheiro dos pais. O bacaninha que se faz de amigo. Estudioso, ou cheio de estilo. A bananice é um estado de espírito: está por dentro. Por mais forte, robusto ou macho que pareça, é nas pequenas atitudes que o diagnóstico pode ser expelido: ele é um banana. Que pena.
Eles não compreendem indiretas. Você pode estar louca para ganhar um presente de aniversário, um pedido de namoro, ou uma noite enlouquecedora e quente. Não vai adiantar em nada dizer que precisa de sapatos novos, que não quer ficar com ninguém além dele, ou que, você comprou uma lingerie novíssima: pra esses entendedores, nem um turbilhão de palavras basta. Atitudes, menos ainda. Timidez, não é. Só esqueça aquelas declarações inesperadas de amor, atos grandiosos de reconciliação, ou pedidos de desculpas. Esse tipo infame de homem é incapaz de qualquer coisa que saía de sua humilde zona de conforto. É..
Propor algo, para ele é como ir ao dentista, para a maioria absoluta da população: uma tortura. É sempre levado pelo ritmo alheio. Pela vontade dos amigos, pelo esforço dos pais, pela opinião do povo. Vai naquela balada, porque os amigos vão. E se os pais acham melhor que ele não vá, que ele não faça, ou que compre algo, pode apostar: ele o fará. Vontade própria, é como se não existisse dentro deste ser molengo. Deixa você ou qualquer outra pessoa escolher o jantar, o canal da televisão, e até mesmo, as roupas que ele vestirá.
Apenas uma mulher será páreo para você, se assim sobreviver nesse relacionamento sem graça: a mamãe. Ele é quase tão apegado à la mamma que deixa que ela compre seus objetos para higiene, e boa parte de suas roupas - até mesmo, suas cuecas. E se briga com você, a opinião da sogrinha importará muito, pode ter certeza. Ou seja, além de lutar contra tanta letargia comportamental da parte do banana man, você ainda terá que driblar a mãe do dito cujo. Haja paciência!
Bananas não sabem dar conselhos. Não que seja por falta de vontade em ajudar, mas eles simplesmente não o sabem fazer com originalidade.
Apelam para o clichê, e para eles vai sempre ficar tudo bem, basta apenas você "relaxar".
Sim, claro, Sr. bundão. E se o problema é com ele, pior ainda: se fecha num casulo interno, com medo de tanta ira e revolta. Ele alegará mais tarde que, esperou você se acalmar, e que, odeia discussão. Pudera, ele não saberia como se defender (até porque, não a defende em lugares públicos quando homens assobiam para você, ou aquela menina pisa com tudo no seu pé numa festa). A culpa nunca é dele, e esse é o seu fiel argumento. Além de ser covarde, consegue ser juntamente um grande babaca.
Um dos assuntos preferidos desse tipinho é o que possui. Se não ele, os pais, os tios, ou os avós. Ele realmente acha que dinheiro impressiona, e estamos no século retrasado, quando ainda existia o dote, e os valores se davam pelo âmbito financeiro. Coitado...É tão ingênuo e influenciável, que chega a dar pena de tamanha falta de personalidade e atitude. A não existência de coragem é outra questão, que se não o sufoca por dentro, acaba a sufocando por osmose. Não assume compromisso, ainda mais, se os amigos estiverem solteiros. Quando os companheiros de futebol ou barzinho resolverem que é hora de ter uma mulher ao lado, ele pensa no assunto. E acaba ficando com a pior opção possível, porque não sabe que pessoas ficam juntas por que querem, e não por ser o momento propício. Então, ele será sempre aquele cara que namora, e ainda te procura. Ou que vive no seu pé, mesmo depois de tantos foras.
E no final, você se entedia de tanta chatice e escassez de acontecimentos, e finalmente caí fora. Afinal, a banana depois de descascada, se no chão pode escorregar. Melhor jogar fora no lixo mesmo!

domingo, 26 de setembro de 2010

domingo, 19 de setembro de 2010

o que ele não sabe sobre ela


- texto inspiradissímo e até com direito a algumas frases "roubadas" do meu novo blog favorito: http://calmila.blogspot.com
Nessas poucas semanas, podem ter ido rápido demais, ao invés de ter se descoberto aos poucos, mais lento ainda (o que provavelmente, se assim fosse, ela já teria caído fora). Aceleraram sem querer uma porção de passos e coisas e não se sabe definir até que ponto tal intensidade é boa, ou maléfica. Porém, ele não deve pensar que a ela já está totalmente na sua mão. Por nem um segundo, acredite que já a têm, e a sabe domar, ou até mesmo lhe dosar. Não. Há uma porção de verdades sobre ela que ele nem ao menos sonha, e virão à cena, mais cedo, mais tarde, ou nunca. Aqui. Nesses relacionamentos sem nome, não sabemos por que curso tudo caminha, e ela entra neste mundo sem dono esperando apenas ter a generosa oportunidade de deixá-lo descobrir todos esses caminhos. As pistas, algumas já estão postas, à espera.
Não passa pela cabeça dele os rituais que ela tem antes de dormir ou até mesmo a vontade que ela tem de deixar o cabelo crescer. Ou a sensação que lhe persegue certos dias de sufocar as pessoas, a coleção de badulaques sem nexo nenhum que guarda dentro de suas caixinhas. Mal sabe ele também que por trás da simpatia e dos largos sorrisos daquela garota mora a mulher tímida que nem sempre consegue manter seu contato com o mundo. Não sabe também da carência em suas entranhas que a faz confudir todo ou qualquer sentimento em amor. Ele disse que gosta do seu olhar, mas não sabe que por trás dele guardam muito sofrimento e muita amargura e que se indagar de (suas) coisas se tornou uma constante em todos os seus dias. Ele nem imagina o quanto a sua família é itelecto-jovial-enlouquecida, e fala alto, tem o sangue que(ferve)nte, age e depois se reprime. Já disseram, a família é o inferno de cada um. Ama todos seus quatro seres inexplicáveis, mas também (ela)eles lhe faze(ra)m passar vergonha, angustia em algumas ocasiões e que hoje optaram por não passar mais nada então. Apesar de tudo, são boas pessoas, e que ela tem consciência disso.
Ele a viu tomar banho, mas mal sabe ele as horas que ela passava nos seus banhos e os mundos imaginários que criava dentro dele ainda adolescente. Com o som ligado, sempre com uma rádio conhecida ou um CD de Marisa roubado da mãe, cantava, gritava, dançava, e até mesmo vazia uma festa repleta de convidados em suas horas de solidão no mundo. Ainda hoje, ele não imagina o prazer que ela tem em cantar uma música, ou até mesmo o prazer em que sente quando reconhece uma delas dentro dos seus arquivos mentais. Não sabe a vontade secreta que ela sempre teve de tocar algum instrumento seja gaita ou violão, ou quanto ela admira o dom do som, mas que sua desmotivação a deixou deixar pra mais tarde. Ele também não sabe porem já pode ter reparado como ela fica falante quando se depara com o silencio e quer falar tudo para que aquele momento não se torne algo constrangedor, ou até mesmo porque tem medo do que pode ter a vir. Não imagina que ela goste tanto de controlar as coisas, apesar de saber que fica mais transversal e aliviada quando passam eles pra alguém que acredita. Não sabe também a dificuldade/vontade que ela tem em colocar suas idéias em palavras, ou melhor, organizá-las antes sem que tudo saia como uma torneira de asneiras. Ela precisa constantemente de surpresas, porem por pouco nunca se sente assim, mas isso a move de um tanto que chega a ser um vicio rotineiro buscar motivos para se surpreender. Ele nem imagina que é com o cair da noite que ela encontra seu espaço de pensamento e que a luz do sol lhe abre um largo sorriso e uma vontade de correr por todo espaço. Ele também não imagina a vontade que ela tem de engolir o espaço, todo. Tão pouco sabe o prazer em que tem de (des)cuidar de seu canto, criar vertigens e coisas novas que encontra dentro de si quando se deixa notar. Não sabe a falta de valorização muitas vezes que ela se faz, por motivos talvez patriarcais, mas que se resume em uma constante apreciação de si mesmo. E que hoje essa final alegria de apreciação querer ser (si), assim como (só) ela pode ser se tornou uma coisa de extrema importância em sua vida, e alguém a compreender isso é fundamental e prazeroso para ti. Diz que gosta do seu beijo, mas não sabe ele, que pouco abaixo de seus lábios tem a cicatriz de seus dois dentes da frente, numa tentativa drástica que teve quando criança ao tentar imitar sua irmã ‘plantando bananeira’ na parede. Não sabe também todas as palavras minuciosas que ela guarda por trás de cada frase ou citação. Ele sabe que ela gosta do que é belo, da arte e do novo, mas não tem idéia a mistura de sensações que lhe corre as veias quando está encenando. Não sabe também do arrepio que lhe acontece toda vez que algo mágico lhe acontece, e do reconhecimento que ela tem de valorizar momentos que lhe tragam sensações assim. As coisas passam por ela muitas vezes despercebidas, contudo de tudo que acha que se mostra (apresenta), mesmo que seja deitada nua ao seu lado, sabe no fundo que não se mostra. E olha, quando se falam, ela sente sua falta e sente nele uma cumplicidade desde quando o conheceu que não sabe explicar. Ver-te ali, e não saber o que se passa, algumas vezes lhe dói, e sensível que é já chorou na dúvida e se deixou muito incomodar. Prefere tudo ao vivo, em cores, do que essa virtualidade toda, apensar de inúmeras vezes se deixar tentar por esta que não acredita certa. Depois de provar o maravilhoso, quem se acostuma com o mais ou menos? Não é a mesma coisa, e disso acha que ele também já deve saber se não, deve aprender. Vê seu romantismo em cada pequeno detalhe, como com carinhos e beijos de afeto, e não enxerga toda sua insegurança, e principalmente sua necessidade de ser cuidada por alguém e o seu maior anseio: que tudo vá, tão logo chegou.
E sabe que ela ama crianças, que esse talvez seja seu dom, mas nem sonha como lhe completa quando elas te dão um abraço e um beijo puro de sinceridade.
Mas nada disso é de se preocupar.Deve haver ainda tantas coisas que não sabem um do outro, e a ela só vai lhe caber pensar em quando isso tudo será revelado (ou não)mesmo com a sua mania de olhar pro futuro, mirar e ver, sonhar. Ah, isso ele também não foi apresentado ainda sobre ela.
Não é de se assustar.
É que com as falhas, abertas e expostas, nos acolhemos e encontramos realidade, onde tudo hoje parece tão vago e surrealista.



analiso cada pequeno detalhe
das urgências, respostas, canções
qualquer coisa que me revele e fale
dessas suas obscuras emoções
que não vejo com bola de cristal
sorrisos, terapia, mapa-astral
e me corrói por dentro, tal vulnerabilidade
queria o poder do invisível, ler pensamentos
se tivesse miraculosa habilidade
e um pouco mais de comedimento


Por Camila Paier

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

linha

Patrimônio histórico
história
homem, planeta
humanidade, pessoas
finalidade, arte
transversal
religião
manifestação
protesto, ameaça
defesa
sagrado, buscam
corpo
presença
vida, verdade
fato
relatar
saber, mídia
intenção, falar,
música
corpo
prazer, vontade
desejo
querer
saber,
conceitos
reprimido
conservador,
restos,
conservar
respeito
humanos,
verdade.


Sotaque,
mostrar,
o novo
pensar,
voz,
em nada,
respeito.
viajar,
chegar
saber
sentir
gostar
bisa
conseguir
entender
sossego ,
ser
você,
amor,
susto,
os outros,
também
consumo
representa,
serviços
representam
dinheiro
modelo
controle,
tática,
controlam,
decisão
reforma,
intenção,
coração,
discussão
prazer,
saber,
ativa,
corpo
verdade.

Palavras: Corpo, prazer, verdade, respeito, saber.

sábado, 4 de setembro de 2010

minhas cores

amanhã vou ver o sol dar sua luz
vou raiar o dia com alegria

as cores do meu pincel vão fazer arte de papel
vou juntar todos os panos
e fazer tudo de pouco

construir o meu mundo
num pedaço de madeira oco como Congo

tango

dançar nas luzes que me carregam em cores
colar o que falta por pouco
e juntar o que sobra de pior

gritar o meu som
no mudo
eu ouço minha voz

nada de verdadeiro
tudo dentro de mim
a verdade não basta

sem mão, eu vou pintar
vou colorir meus dias

e viver à bailar...

terça-feira, 31 de agosto de 2010

à minha querida humanidade

Rótulos, malditos rótulos!
pessoas pensam muito em se encaixar.
em uma frase qualquer,
uma idéia,
um partido,
um contexto,
um romance,
um lance,
um som,
gosto,
um posto.

assim param de pensar, não se permitem também, por si só.
claro que levando totalmente ao pé da letra, isso é impossível. já que somos seres totalmente vulneráveis as circunstâncias e meios em que vivemos. mas, enfim, existem coisas bem crédulas guardadas dentro de cada um, coisas muito consideráveis, viu. que vira e mexe esquecemos de levar em conta. pode parecer tolice compartilhar tudo isso, mas não, prefiro escrever mesmo.
Ah, se soubéssemos por certeza o felling que certas vezes nos direciona para as coisas pode sim ser certo e compartilhado com a certeza de outros. Compartilhado, repito.
sem arrogâncias pro meu lado, nem pro lado de ninguém.
não deixaremos que os rótulos, ou as pequenas diferenças não nos deixem ver o que está bem na nossa frente, o objetivo que também, muitas vezes pode ser o mesmo e nem nos permitimos ver isso. as coisas mais banais podem fazer seres e entidades tão similares se afastem tanto por falta de respeito. falta sim, falta de respeito por todos não serem iguais, serem sim: únicos e preciosos por si só.

Por favor, se permitam acreditar, levar pela força que leva dentro de você mesmo. Seus pensamentos mais profundos, o seu sentir.
Sentir.
não esquecendo de se permitir sentir os outros a sua volta, por que é claro que sentimos e sentimos que eles sentem também, muito! Levaremos em conta então.
me permitindo também, vou estar à me exercitar, cada vez mais.
mais, mais e mais!
Assim, o sorriso largo que invade o nosso rosto chegue a nem caber mais nele!
Grande busca, grande crença humana que levo dentro de mim.
e nós, seres humanos, somos mesmo assim: sempre buscamos mais.
não sou única nisso, creio em todos, creio que você também crê.

Deixe-se abrir, sem medo.
Vamos mundo, LIBERTE-SE!

terça-feira, 24 de agosto de 2010

nem fé nem santo

eu tô assim, sem fogo,
não quero jogo, nem competição
que o tempo aqui é cego, não vou ser prego da televisão.

eu tô sem fé nem santo, e peço tanto que me deixem em paz.
que o hoje em dia é quieto
já quis ser reto eu não quero mais.

vou caminhando,
vou vendo o sol se pôr,
eu vou na calmaria,
até onde eu não queria,
e vou andando,
vou vendo o sol e a cor,
já canso de apagar,
imploro pra poder voar...

caí assim, sem vontade,
pela metade
eu vivo a esperar
meu coração tá manso

eu só descanso e espero passar

terça-feira, 17 de agosto de 2010

descoberta






Hoje o Sol não quis o dia
Nem a noite o luar.

domingo, 15 de agosto de 2010

não gosto

não gosto de gente me dizendo o que fazer
não gosto de gente colocando ponteiro no meu relógio
não gosto de ouvir 'não' quando já pensei sobre o assunto
não gosto de sentir o que eu sei que não gostaria que sentissem por mim
não gosto da solidão do mundo
não gosto da insignificância que a humanidade se faz
não gosto de não me achar capaz
não gosto de suspeitar dos outros
não gosto de me sentir estranha
não gosto de ninguém me acompanhar
não gosto de saber que tem gente que não está feliz comigo
não gosto de não ser natural
não gosto de confusão
não gosto de tanta modernidade
não gosto de pessoas que julgam
não gosto do mundo não ser diferente
não gosto de esperar de você
não gosto de esperar de ninguém
não gosto de não conseguir manter constante o meu contado com o mundo
não gosto de não poder pegar na sua mão
não gosto de não gostar de qualquer coisa
não gosto
e pronto.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Cultura


Arnaldo Antunes
O Globo: 26/07/2009


O girino é o peixinho do sapo.

O silêncio é o começo do papo.

O bigode é a antena do gato.

O cavalo é o pasto do carrapato.

O cabrito é o cordeiro da cabra.

O pescoço é a barriga da cobra.

O leitão é um porquinho mais novo.

A galinha é um pouquinho do ovo.

O desejo é o começo do corpo.

Engordar é tarefa do porco.

A cegonha é a girafa do ganso.

O cachorro é um lobo mais manso.

O escuro é a metade da zebra.

As raízes são as veias da seiva.

O camelo é um cavalo sem sede.

Tartaruga por dentro é parede.

O potrinho é o bezerro da égua.

A batalha é o começo da trégua.

Papagaio é um dragão miniatura.

Bactéria num meio é cultura.



12/08 tem show no Sesc Bauru desse gatinho aí

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

O sono de Maria

Maria gostava mesmo é de amor.
Toda noite, Maria sentava em sua cama para ter sua conversa diária com a companheira de pano. Com um som que lhe agradava ao fundo, Maria contava os fios do bonito cabelo de lã de sua amiga caolha, um acidente com um brutamontes de quatro patas, mas isso não vem ao caso.
A moça, de pés e mãos já lavadas, entrava nesse novo mundo que lhe abria as portas ali, agora com o cair da noite. Os sonhos eram muitos, e nem Maria ou nem mesmo a pequena caolha conseguiam entrar num consenso sobre qual seria o escolhido da noite. Cercada por um padeiro, desenhos, cartões fotográficos colecionados e uma família de cangurus pelados, a confusa garota só sabia mergulhar no seu mar de nostalgias, de associações malucas.

Relaxa- ela pensava.

Mas não, há essa hora as noias já estavam deletadas.
Ela ouvia Rita Lee dizer para alguém se mandar no seu rádio, gente mal a gente trata com desdém, 'se manca' Rita cantava.
Pois bem, bastou isso para Maria começar a associar as suas mais profundas associações.

Gente mal?
Maria não conseguia se lembrar de qualquer pessoa realmente má que tivesse conhecido, ouvido falar sim, mas conhecido, nunca.
Para ser bem sincera, no mais profundo universo que Maria navegava agora, ela confessava para sua amiga de pano que sentia que ela mesmo poderia ser uma pessoa má.
Sim, gente mal.
Por mais que Maria muitas vezes se escondesse por debaixo de qualquer atalho que a deixasse longe da visão alheia, ela não poderia negar.
Ali pra sua amiga de olho torto não. Não naquele universo que já se encontrava, onde nada é vergonha.
Por que esconderia? Pra que?
As pessoas temem muito - pensava Maria - ali sentada com sua Emília, Maria não temia nada.
Se sentia segura.
Lá sim, depois de passar por aquela porta, nada mais era problema, tudo era tranquilo, amigo.
Sentindo assim, Maria só teve vontade de abaixar a luz e descansar com Emília dessa viagem que juntas fizeram.
E assim foi, a menina se esticou agarrando a cintura de sua boneca, sentindo o cheiro da companhia que lhe agradava e da lã que já estava velha.
Estava tranquila, sabia que naquele mundo não tinha que se preocupar de maneira alguma em ser compreendida.
Agora já com Lulina ao fundo, Maria se sentia livre e prazeroza em afundar em si mesmo, tudo era calmaria.

Nua, limpa e jovem a garota acabara então por dar uma ultima acariciada em seus pés com eles mesmos para assim continuar a navegar pelos seus mares, até que a tempestade do amanhã a trouxesse o medo de cair de seu barco.

sexta-feira, 30 de julho de 2010

O banquete

O outro me pergunta:
Quem é você?


Eu?

(há tensão no olho alheio)

Não, sinto muito. Não sou formadora de opiniões. Não sei teorizar o amor.

(Sou mastigada por ele)

Poeta. É só o que eu desejo ser.



(SC, 15 de Outubro de 2009)

SEU OLHAR

Não sei porquê
hoje me deu saudades de você.
Em você, sinto um começo oculto,
uma magia de sentidos que floresce dentro de mim
e acompanha o chegar da primavera.
possa ser que voce seja maior do que qualquer coisa que eu já vi dentro dái,
mas o que realmente importa hoje é ficar sentada na minha janela,
ver o mundo daqui.
Sinto em você receio,
pelas coisas que não creio.
mas o que importa realmente é que o que vejo em voce,
e é só seu olhar.
menina deve dançar, decobrir sua saia que vai gingar
por cantos outros, cantos um,
meu canto.
o céu está sereno hoje,
ficaremos em paz.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

O Tempo e o Vento

Ponderar a exigüidade da vida cabe nos momentos em que percebemos a beleza e singularidade de determinadas situações. Principalmente analisados os bons encontros, os grandes prazeres, as felicidades temporais que de tão boas extrapolam essa dimensão.

Podemos também desejar que o Tempo corra mais se algo nos inquieta ou esperamos com ansiedade por alguma situação, resposta ou alguém. Interessante, quanto mais velho ou diria vivido, mais paciência se tem, será que tem alguma relação com convivência na presença do Tempo.

Tanto passa o Tempo como passa o Vento, ambos não se deixam represar, são soberanos em suas condutas. De ambos, poucos sabemos, só sentimos e quando pensamos neles muitas das vezes já sofremos as suas ações. Quanto mais pensamos mais percebemos é claro, se pensamos no Vento o sentimos, se pensamos no Tempo observamos as suas ações próprias em nós e principalmente observamos nos outros.

Quando se é criança sobra mais Tempo para observar o Vento, então víamos o balanço das folhas, o deslocar das nuvens, os redemoinhos e temíamos os espíritos que o habitam (mito é claro), será? Bem, quando se cresce não sobra mais Tempo para olhar para o Vento e suas afetuosas carícias nos cabelos da palmeira, só percebemos, quando no Tempo penetramos e paramos apreensivos para sermos notificados, via veículo de informação de massa, das rebeldias com que o Vento se apresentou e danos causou, destruiu, molestou, será que ele estaria chamando a nossa atenção, senão para si quem sabe para outros fatos.

E o Tempo que faltou para observar o Tempo, corremos demais, trabalhamos demais, quando paramos e olhamos para o Tempo percebemos seu toque singelo e meigo em nossa pele, nossos cabelos, nossas forças, e, por consolo, nos entregamos a ponderar o que fizemos da vida e o que a vida fez conosco. Claro se tiver mais Tempo podemos até pensar em repensar a vida, usando melhor o Tempo.

Como é comum alguém nos dizer ou nós mesmos dizermos: Ah! Não tenho Tempo, ando tão ocupado!

Coitado, coitados de nós quando nos dermos conta que o bem mais precioso se esgotou e nós nem percebemos, por tão ocupados.

Uai! E tem jeito de fazer diferente, de não correr, de não trabalhar, tem jeito? Bem cada um que responda as suas indagações, eu vim só para provocar a arte de pensar. Mas, já que perguntei posso dar uns “pitaquinhos”... Acho que tem jeito sim e mesmo sem diminuir a carga a priori, talvez mudar o tom, o ângulo de visão, os amigos Renato e Almir, assim cantaram:

“Penso que cumprir a vida seja simplesmente: Compreender a marcha e ir tocando em frente. Como o velho boiadeiro tocando a boiada. Eu vou tocando os dias, pela longa estrada eu vou. Estrada eu sou”.

O Tempo é um bem precioso, talvez o mais precioso que temos, depois da vida, porque se não tivermos Tempo nada faremos, mas, administrar é preciso. O Vento? Ah! Outro bem precioso, quem mora em cidade quente é quem valoriza o irmão Vento.

Quando eu aposentar vou fazer isso e aquilo...e se não der?

Senhor Deus do Tempo e do Vento nos dê mais clareza para administrar melhor o nosso Tempo para observar tanto Vento como as coisas que andamos fazendo, Senhor, fazei de nós homens e mulheres que racionalmente passam pela vida sentindo o gosto de viver, saboreando cada momento com o saudável paladar de que nunca mais voltarão a acontecer da mesma forma, obrigado!

Um abraço forte e demorado!
Autor: José Raimundo de Assunção
Estudante de Filosofia EAD pela Unis - Sul de Minas

sábado, 24 de julho de 2010

florindo...



Por que você chora tanto
E sofre sem ter motivo?
Vai, deixa todo esse rancor pra trás
Que a vida vem sorrindo pra nós dois

Que bom ver você florindo
Desperta, cheia de luz e de verdade
Deixa fugir do seu peito
Essas marcas de um passado que só vão te magoar

Por que você chora tanto
E sofre sem ter motivo?
Vai, deixa todo esse rancor pra trás
Que a vida vem sorrindo pra nós dois

Que bom ver você sorrindo
Desperta, cheia de luz e de verdade
Deixa fugir do seu peito
Essas marcas de um passado que só vão te magoar

Paixão,

Quem quer viver bem no presente encontra o seu lugar
Seu lugar nos braços do sossego
Enquanto uns dizem que o tempo não pára
Outros dizem que o tempo
Não passa de ilusão, ilusão

Deixa estar, que a vida é mais sábia
Cada coisa tem seu tempo
E esses pensamentos
Não passam de nuvem rasa
E todo esse sofrimento
Não pertence à sua casa
Cesso esse tormento,
Enxugo todo seu pranto
Com a força e com o sentimento
Que carrego no meu canto


letra de Mariana Aydar

terça-feira, 20 de julho de 2010

aves

http://noticias.uol.com.br/ultnot/bichos/album/avistar2010_album.jhtm?abrefoto=30

domingo, 18 de julho de 2010

só temos pratos para dois

cante o seu encanto que é pra se encontrar

aprendi a fazer ignorar as coisas que não me movem
jogar de um jeito que não te incomode.
gostar do quem vem pra dentro
percebi que sempre falo de coisas profundas, coisas que considero intensas, do coração.
possa ser que isso se funde com uma carência, uma vontade de mudar.
aquilo que nem sempre sei falar
não sei se posso tomar liberdade, não sei bem até que ponto o meu chegar mudam com as coisas que são.
gosto de falar porem não sei dizer.
pensar é fácil.
não sei até que ponto isto é amargo, isto é correto.
mesmo assim, não consigo parar de repetir.
o meu intenso é quando.

sábado, 17 de julho de 2010

o sono

sinto essa melancolia louca,

de querer me expressar mais do que falar, querer viver, de querer ser 'seu', ser do mundo.

é importante, intensificante a conectividade que sentimos com ele.

se não for com aqueles que te aproximam, te gostam,

são com pessoas reias, pessoas do mundo e de todo o cotidiano dele.

que penso,

no mundo.

viver?

assim sem vontade de próximo não me parece ser assim tão fácil.



a vida seria fácil com borboletas dançantes.

no mundo,

todo.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

carta à um relacionamento des conhecido



queria me entender,
sem que isso se perca por querer entender você.
eu gosto do novo, sempre gostei.
acho que isso pode ser na verdade uma capa que me faz não ver as coisas, realmente
profundo.
honestamente, tenho medo do que pode ser
tenho medo de envolver, sempre tive.
medo de me enganar,medo de achar entender e achar tudo errado.
medo de não saber.
isso me faz me sentir impotente
diante de você e diante de todo mundo ao meu redor.
eu gosto de saber, de descobrir as coisas. desde sempre foi assim.
possa ser por isso que certas horas me sinto perder em uma arrogância.
que medo.
me descobrir é louco,
é tudo tão contraditório, tão doido.
tem horas que canso não saber o que será.
tem horas que quero mesmo é um colo que saiba me achar
se achar
achar junto, em mim, em você.
que medo.
e temo ainda mais. temo ver nisso a visão de nada
a falta da visão que um dia queria que colocassem em mim,
por querer ver, verbo pessoal, não estar com o outro, vendo.
amo viver, mesmo que seja na melancolia critíca das coisas.
estar à descobrir.

tanto?

sempre.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

o rato e a comunidade



5

A mulher que escolhemos, a única e não outra
Dentre tantas que habitam a terra triste,
Esta mesma, frágil e indefesa, bela ou feia,
Eis o mundo que nos é de novo apresentado
Por intermédio de uma só pessoa.
Esta é a que rompe as grades do nosso coração,
Esta é a que possuímos mais pela ternura que pelo sexo.
E nada será restaurado no seu genuíno sentido
Se a mulher não retornar ao seu princípio:
É a máquina instalada dentro dela que deveremos vencer,
Quando esta mulher se tornar de novo submissa e doce,
Os homens pela mão da antiga mediadora
Abrirão outra vez um ao outro os corações que sangram.

(...)

3

Entretanto cada um deve beber no coração do outro.
Todos somos amassados, triturados:
O outro deve nos ajudar a reconstituir nossa forma.
O homem que não viu seu amigo chorar
Ainda não chegou ao centro da experiência do amor.
Para o amigo não existe nenhum sofrimento abstrato.
Todo o sofrimento é pressentido, trocado, comunicado.
? Quem sabe conviver o outro, quem sabe transferir o coração.
Ninguém mais sabe tocar na chaga aberta:
Entretanto todos têm uma chaga aberta.

(Murilo Mendes, O Rato e a Comunidade)

direitos autorais da foto e da energia branca: a irmã, a Tamara.

terça-feira, 6 de julho de 2010

Arte de amar





Se queres sentir a felicidade de amar, esquece a tua alma.
A alma é que estraga o amor.
Só em Deus ela pode encontrar satisfação.
Não noutra alma.
Só em Deus — ou fora do mundo.
As almas são incomunicáveis.

Deixa o teu corpo entender-se com outro corpo.

Porque os corpos se entendem, mas as almas não.



Manuel Bandeira

segunda-feira, 5 de julho de 2010

domingo, 4 de julho de 2010

travesseiro das palavras

A Arte de Desencantar

Tudo nasceu do olhar indireto entre eles—ele não via que ela o mirava através das lentes sujas. Ela nem sabia que ele a olhava pelo opaco líquido sobrando dentro do copo. Estavam ambos perdidos em noite suja. Não a noite de Plínio Marcos. A sujeira da noite dos dois era puramente lírica---amores mal resolvidos, livros nunca escritos, punhos que não foram cortados por conta de outros amores, estes, mais avassaladores.

Apesar de não saberem que se viram antes do momento-agora, sentaram-se à mesma mesa, sincronizados. Ele não a convidou nem ela se ofereceu ao encontro. Aconteceu. Ela tirou as lentes e ele moveu o copo para o lado. Ele cruzou a perna em direção à ela, e ela respondeu o gesto virando o seu corpo para ele. Ele não notava que a desejava já, com as pernas. E ela, reciprocamente, com o corpo completo. Ficaram assim, fumando juntos, rindo juntos, se descobrindo juntos. O desejo entre eles era natural. Falaram dos casos mal resolvidos e dos livros. Tiveram vontade, mas faltou-lhes coragem de visitar os cômodos febris da memória, onde vivem os fantasmas dos que mereciam um ato estólido de amor.

Também falaram da infância... meu Deus, tão iguais. Da feiúra na adolescência e de ambos debandes. Beberam, fumaram, riram risos tímidos. A madrugada foi caindo pesadamente sobre a mesa, sobre suas pálpebras. Levantaram-se e caminharam lado a lado na mesma direção porque ele alterou o próprio percurso para que coincidisse com o dela. Ela vagarou o passo e ajustou-o ao dele. Depois foi só silêncio. E orvalhada.

Prometeram-se cartas e telefonemas, e só. Vê-la seria errar por completo. Ela queria tanto que ele garantisse um novo encontro. Pela primeira vez, discordavam. E daí pra frente foi só desencontro. Ele escrevia, não como deveria escrever quando se escolhe amar pela metade. Eram doces suas frases, como gosto da carne de um caqui onde já não há vestígios do sabor adstringente das frutas imperfeitamente amadurecidas. Ela respondia, quase rasgando os pulsos e deixando correr o sangue morno. Ele cantava para ela, mesmo desafinado. Ela pintava pra ele. E repintava insistentemente o mesmo objeto, não buscava o fim. Preferiam o futuro truncado. Ele, passava os dias sonâmbulo, distraído em delicadezas, ela galopava entre avalanches de sesações-memórias e desejos de Adão. Pela noite, ela não sonhava e sim acumulava pesadelos—ele se partindo ao meio, ela o costurando, ele sangrando, ela o secando. Quando ela finalmente sonhava, quisera avidamente serem estes os sonhos de premunição, ele não os via. Quando ele ligava, ela sempre ocupada. Quando ela retornava, já era madrugada. Ele, entocado e ela, coração avivado.

Até que um dia ele sumiu. Era um homem que acumulava nãos. Ela, que era toda sim, ainda escrevia, procurava. Ele? Ela já não mais sabia. Sentou-se à janela. Dia após dia, rescreveu os versos dele, a imagem dele, a voz dele—em páginas tristes, em telas virgens, em melodia de voz muda que corre desvairadamente dentro da cabeça. Na poeira acumulada no vidro, ela rabiscava o próprio fado. Depois apagava tudo. Esvaziava a alma. Miúdo, seu coração se encheu de revolta sem fim. Era fato: o mundo era repleto de meio-homens, minotauros dos tempos modernos, presos em seus labirintos de medo, cegos por suas fragilidades, devorando suas presas através da arte do desencantamento. Ela secou a cara, rasgou as cartas, cuspiu nas telas e apaziguou o próprio infortúnio prometendo a si mesma, ser mais sagaz. Escreveu outras estórias. Desde então passou a enxergar o outro cara-a-cara. Olho-no olho. Desde de o primeiro olhar.



(Simone Couto, 2009)

a la vonté




marisa e sua beleza é linda de se ver.


- O que me importa- Video Clipe Oficial

essas fotos do cotidiano, de uma viagem, fotos aleatórias da sua vida (dessa viagem, no caso), que se mostram o que o seu olhar um dia viu.
cazuza fez isso com a sua máquina quando estava fazendo tratamento lá nos exterior, a mãe dele conta isso no livro dele. como essa paixão pela fotografia começou quando ele conseguia 'congelar' o que um dia se viu.
adoro fotos, as fotografias no geral são uma coisa muito a la vonté, que só tendem a mostrar seu olhar.
isso por sinal me fez lembrar de um poema da Clara Canabrava, tem 33 anos e é poeta desde sempre.
me indentifico com o jeito que ela escreve, e o adoro, entre os seus sonhos e suas rimas. ela escreve num fluxo natural, sem mais nem caos.
quem sabe daqui uns bons meses de juntar grana não consigo comprar a minha máquina fotografica tão adiada.

por fim coloco esse poema tal citado ae da Clara, é grandinho, mas pra quem quiser se divertir sinta-se 'a la vonté' para ler, rs, vale a pena.

a la vonté

vida, um écran
keep walking, be a partner
ariano suassuna
sussura
wally salomão
um leão
cheio de mãos
adriana calcanhoto
calcanhar, inevitável rima
sutiã

escrevo
o que penso
se travar a língua
não sai rima imperfeita
fica tudo muito de direita
me irrita
falsa sabedoria
pedantes, pés atrás
quiçás podo o temor
nada escrevo de amor

penso na dor que deveras sinto
que deveras pessoa sou
quando vejo em pessoa, minha pessoa
ver tudo tão não pessoa, sendo tão pessoa
que impessoal


improvável?
mundo se encher de poetas
siris, siriemas, emas
poemas
fecundariam, brotariam
sem rima, com rima
sem gosto, com gosto
todo o mudo apareceria
disfarçado entre umas escritas e outras


aumentaríamos olhos
vendo desova de novas palavras
advindas das
centenas de milhões de léxicos
gerados de cada canto do planeta
e siriemassiris nasceriam


íris cor de mel
caetano
joão goulart
goulash
prato


passo minhas coisas a limpo
espanto o patatá do pititi do potoquó
quero virar vogais, entortar consoantes
dispenso coerência, linha de raciocínio
óleo de rícino, rio do rio
gosto do rio
de janeiro a dezembro


embrulho
o u
é feio, sozinho
nietzche se diz nitchi
prefiro essa pronúncia,
que ler zaraz........truta
truta, tra
tru, olha o u, de novo
invadindo meu espaço
intento, lamento
mas não ponho u agora
vê se cai fora


gosto é do a
achar
abóbora
a de amar
acho brega,
coisa de babá
e até mela
meia boca
caçar amor
com tanta poesia
posso tudo
beijing, beijar
umbigo, um beijo
te espero
sem lero
sed alguém
que mata minha sede
senão vou ver a ana
grama
amor em roma,
senão vou com omar passear
pertinho do mar
ar,
preciso
respirar mar
e
não mais te amar

domingo, 27 de junho de 2010

ela é dessas



há um tempo atrás, bom um e velho amigo meu começou a compor suas musicas.
ele tem um ritmo e um ouvido admirável. sempre gostou de música, com um longo trajeto pra arte do meTAAL!
mas não demorou pra ele encontrar seu lugar na bossa e no som brasileiro.
todas as influencias acumuladas na sua bagagem fazem dele o que ele é e vai ser à cada dia.
sou suspeita pra falar, mas sei que ele é incrível. tem pessoas que nascem com isso e sempre acreditei que ele é uma delas.
baba ovo que eu sou, um dia sugeri de um jeito bem meigo e doce Camila de ser, rs, que ele escrevesse uma música pra mim, pensando em mim, que seja. e ele compôs essa, que pra mim é uma obra prima de mim mesma, diz mas sobre mim do que eu imagino. possa ser pq eu viaje nela, entre tantas coisas que só eu mesma sei falar.
mas com o tempo percebi que aqueles que estão ao nosso lado podem nos sentir mais do que palavras, mas do que imaginamos que eles sentem, e não precisa de muito não. é lindo isso, me deixa contente.
caso alguém queria se informar, hoje ele reside na linha Tupã-Campinas e está disponível pra shows a qualquer momento! rs! em Tupã ele já é muito divulgado e reconhecido, rs, com seus mil habitantes e lá vai cacetada, posso GARANTIR que pelo menos vinte por cento daquela população o ADORA!hahahaha!
sérião, ouçam tbm no youtube Meu Tempo é Quando. é linda.

Moschioni e Rosa sempre foram um perigo para as ruas campineiras
o temor das mamães que olhavam por seus filhos,
a falta de segurança dos onibus das escolas
mas hoje, somos bons e velhos sujeitos que cantam e tocam com o violão na praça. :D


gosto muito do cheiro dos companheiros de estrada.




auei!

sábado, 26 de junho de 2010

entre malas, filmes e arranjos

Jean Charles morreu.
Digo que, de certa forma, ele era tudo aquilo que dizia não querer ser.
Natural da cidade de Gonçalves, interior de Minas, Jean havia começado uma vida em Londres, onde ficou por pouco mais de três anos.
No fundo, ele era um cara simples, um homem esperto e de bom coração que queria ajudar não só a quem lhe ajudasse, mas sim a quem precisasse.
A história começa com Jean ajudando sua prima a conseguir entrar na Inglaterra com um passaporte de turista, é claro. A menina, foi para aquele país distante com o único e direto objetivo de juntar dinheiro para a sua mãe com diabetes que estava no Brasil.
No decorrer do filme, Jean procura fazer com que ela olhe para outras coisas ao seu redor, como a beleza e o leque de opcoes que aquela cidade trazia.
Bom, o filme começa com uma mentira de Jean para conseguir o carimbo da prima, e ao longo da história as mentiras do garoto que foi 'desinteoriarizado' crescem, se alastram no samba da malandragem brasileira.
mas com o decorrer que escolhe o caminho mais rápido para conseguir as coisas, suas mentiras e ganancias vão se desmonorando, como uma torre de papel. Jean aprende com seus erros, aparentemente pelo filme digo até que ele sentiu, na pele e no coração, os pesares das suas decisões impulsivas.
É, tudo corre bem e Jean segue sua vida, com uma bagagem de erros e consequentemente, de experiências que lhe fizeram mais consciente. E após tanto tranco e barracos, Jean decide permanecer juntando dinheiro por seis meses e viajar pela Europa, ao léu.
Jean, podia ser malandro, podia se aproveitar das cirtunstancias, mas ele tinha um bom coração, isso tinha.
Esse malandro dos Novos Baianos podia ser qualquer coisa, mas era era sim um cara de sorte.
Possa até ser que essa mesma sorte que tenha o atingido naquele dia cotidiano do metro. Mas não, prefiro e creio não pensar assim. A sorte de Jean vinha como seu coração, larga, quente e fogo.
Tudo isso me faz pensar na massificação, na beleza perdida daquela Londres que um dia ele mesmo ressaltou para os olhos de sua prima, da beleza da histórica e inesquecivel London Bridge, da arquitetura, de tudo aquilo que o homem conquistou em sua história e evolução (?)
Mas não, tudo isso se perdeu. Tudo isso acabou nos dias e nas semanas de horrores dos atentados, tudo isso acabou no dia em que Jean morreu.
O que tomou conta foi o ver desconfiado, investigação secretas, ver fingindo não ver, sentir com medo de temer.
Só Deus pode olhar pelos homens se eles não olharem por si próprios.
Todos estão perdidos em uma sociedade, que, (BOM DIA?), é formada pelos próprios homens, inteligentes, espertos, malandros, genios, sinceros, amargos que somos.
Formação de ideais e ideias que á foram anteriormente formadas. Paradigmas.
Mas não, acredito que não podemos permitir que nos percam nos erros que no fundo, assim como Jean, sentimos que não são o correto a se tomar.
Isso não tem nada de fácil, mais coisas mais facieis com caminhos mais rápidos nem sempre são tão certas.
Devemos seguir a voz do coração.


- tenho muitos sonhos de manhã
- to precisando de um armário
- filmes com Selton Mello são sempre bons
- Daniel de Oliveira e Vanessa Giácomo formam um casal aparentemente 'perfeito'

\o/

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Alô, presente, estou chegando, alô futuro, já vou.

presentemente eu posso me considerar uma guria de sorte,
a vida anda e os males vão pra bem..
é como estava conversando com um amigo querido hoje, tem certas horas que é difícil se manter longe das coisas negativas que colocam a gente pra baixo.
tem pessoas que tem uma facilidade maior pra acesso com elas.
mas foi como ele, 'revolucionário sábio' me disse: temos que descarregar essas energias e se renovar em outras
ele tentando lidar com todos os dilemas políticos de dor de cabeça fala isso pra mim.
e é isso mesmo.
hoje meu dia foi do cão, minhas costas chegam a estar queimando nos músculos.
o trabalho tá foda, é desgastante e não vejo muito reconhecimento por isso.
minto, vejo sim.
mas sei que sou, e sou tratada, como uma mera estagiária, que qualquer um ali podia estar fazendo a mesma coisa...
isso revolta um pouco, por estar procurando fazer meu trabalho com todo amor, dedicação e interesse além do que me dão.
pelo menos, tenho o revolucionario e meu querido livrinho de cabeceira, que também me disse para fazer as coisas com amor e procurar ter Deus dentro de mim, assim os olhares, a inveja e o mal olhando não vão conseguir chegar dentro de mim. :)
espero que meu filtro continue se formando, para que não saem se adentrando mais com tudo. rs!
com certeza sou uma pessoa que não é ainda completamente realizada.
mas sou muito feliz por quem eu sou.
pelo meu presente,
o futuro não é de se pensar.

citacoes de se ver hoje:

'Quando se ama não é preciso entender o que se passa lá fora, pois tudo passa a acontecer dentro de nós.'- Clarice Lispector

'Pensamos demasiadamente
Sentimos muito pouco
Necessitamos mais de humildade
Que de máquinas.
Mais de bondade e ternura
Que de inteligência.
Sem isso,
A vida se tornará violenta e
Tudo se perderá.'
- Charles Chaplin

'A cada bela impressão que causamos, conquistamos um inimigo. Para ser popular é indispensável ser medíocre.'
- Oscar Wilde

uma Clarice final...
'Não quero ter a terrível limitação de quem vive apenas do que é passível de fazer sentido. Eu não: quero uma verdade inventada.'- Clarice Lispector

e por fim, no fim ...

'E então, my friends?
Bastou vender a minha alma ao diabo
E lá vem vocês seguindo o mau exemplo
Entrando numas de vender a própria mãe
Alguém se atreve a ir comigo além do shopping center? hein? hein?
Ah! Donde estona Los estudiantes?
Os rapazes latinos -americanos?
Os aventureiros? os anarquistas? os artistas?
Os sem destino? os rebeldes experimentadores?
Os benditos? malditos? os renegados? os sonhadores?
Esperávamos os alquimistas, e lá vem os arrivistas
os consumistas, os mercadores
minas, homens não ha mais?
Entre o céu e a terra não ha mais nada que sex, drugs and
rock 'n' roll?
Por que o adeus as armas
Ahhh! não perguntes por quem os sinos dobram
eles dobram por ti.
Ora, senhoras, ora senhores
uma boa noite lustrada de néon pra vocês
o último a sair apague a luz do aeroporto
e, ainda que mal me pergunte
-a saída será mesmo o aeroporto?'
- Belchior Bigodudo.


falow

quarta-feira, 16 de junho de 2010

a morte do canarinho

ontem o canário morreu.
que aperto ver sua casa vazia e não ouvir seu canto.
deve ser esse frio que o fez perdeu a cor
zelo seu corpo e grito pelo país!

domingo, 13 de junho de 2010

Confissões de uma carência ativa



to pensando tanta merda nesses últimos tempos, to num carência que só vendo mesmo.
'minha cabeça é lixo, tenho que limpaaaar, se não vai acumular. tenho que trocaaar'\o/
um cantinho escondido qualquer.
é que sabe, quero me perder pela cidade, me ascender com pessoas.
a minha esquina não tem barreira, o sonho e a razão ficam assim juntinhos.
antes, sonhava mais do que vivia.
agora, procuro alguma coisa mais real pra me acompanhar.
não sei porque toda menina sonhadora tem essa síndrome de querer se acompanhar...
pelo menos as que eu conheço são assim.
mas meus maiores sonhos não são esses, só que eles por fim se adormecem certas horas que quero dar carinho sincero para alguém que queira dar.
tem dia de frio que só dá vontade de ter uma paz no aconchego de alguém, sentindo a pele juntinho assim...
mas tem tantos sonhos outros,
sonhos tantos, estou louca pra finalmente poder batalhar pela minha bolsa, pelo meu canto no mundo.
to vivendo tantas coisas novas pra mim, fazendo coisas, conhecendo pessoas,
só tá me acrescentando, tá tudo tão bem, tão feliz!
o prazer no meu trabalho, nas coisas que eu to fazendo, na minha família, minhas crianças, meus pintinhos, rs.
e essa cidade nova que apareceu pra mim só fez bem pra mim.
acho que sair da nossa origem bem original facilita parar para olhar pra nós mesmos,
pegar o que é nosso e ficar com o que é seu.
confesso que com a minha relação muito perto que tinha com meus pais, principalmente minha mãe, me fazia muitas fazer me perder dentro deles.
a paixão que eu tenho por esse meu cantinho, por esse meu mundinho só meu e é tão grande,
ngm conhece o meu e ngm conhece de ninguém.
e que assim seja!
contudo, entretanto, porem, tem hora que não dá uma vontadizinha de dividir o canto de dentro,de parar de raciocinar, eu sei que se eu raciocinar demais vou chegar a conclusão que estou enlouquecendo. rsrsrs
e dar um carinho sincero é o melhor remédio pra isso, carinho homem-mulher. ♥

eu to levando tudo de mim de um relacionamento que existiu dentro de mim por anos,
pra que assim eu não tenha mais razão pra chorar.
o que eu desejo mesmo pra mim é cuidar do meu, pra que ninguém me jogue no chão mais se eu não souber, ou conseguir, fazer isso.
e dele que passou, eu quero mesmo é ver ele maior, pra que todos possam ver o que um dia eu vi dentro de mim, e que 'pra que minha vida a siga adiante...'
quero também me ver maior, quero parar com essa menina carente que busca acompanhar e que se busca nos outros.
'eu quero a sorte de um amor tranquilo', ou não também
paz,
sinceridade.
ás vzes quando estamos envolvidos pelo interesse/romance/atracão/prazer
não somos completos, verdadeiros com nós mesmos.

ontem vi um filme, Kate e Leopold, uma fábula romântica sobre dois estranhos na cidade de Nova York, separados por centenas de anos.
mesmo separados por centenas de anos eles se encontram, e é claro, se apaixonam.
mas o que mais me despertou interesse mesmo foi a maneira de Leopold, um duque, ver as mulheres e as relações 'interromanticais' com a sinceridade em primeiro lugar,e com o objetivo de ter uma verdade.
O duque que viajou no tempo, quando vai dar conselhos romaticais para o 'fanfarrão' que é irmão da sua enamorada diz umas coisas bem interessante,
mulheres gostam de verdade, gostam que vc jogue limpo, pq assim elas vão saber que vc é um cara sério.
não há nada mais verdade do que isso, pq, por favor, podia até discordar daquele personagem, mas depois que vi as atitudes firmes, sinceras e diretas de quem sabe o que quer, não deixar de dar mais razão para ele.
(tudo bem que possa ser que Hugh Jackman colaborou com isso, rs)
mas a maneira com que ele olhou para a mulher, sem esses conservadorismos rígidos de 1800, mas com a valorização, e mais, o reconhecimento da diferença que há entre o homem e a mulher.
não sendo isso uma coisa ruim.
pra mim, não existe aquele papo feminista todo que mulheres e homens são completamente iguais. é claro, que não discordo ou deixo de apoiar certos movimentos feministas, mas o reconhecimento dessas diferenças, é real, e melhor, fundamental.

apesar disso, sei bem que nem sempre é possível ser completamente sincero.
eu nem sei fazer isso, pq muitas vzes, nem a gente tem tanta certeza assim do que quer.
romântica qualquer, pequena mulher.


'Você podia entender meu vocabulário
Decifrar meus sinais, seria bom
Eu só não te convido pra dançar
Porque o assunto que eu quero contigo é em particular.
- Quatro Paredes, Marisa, a Monte

ótima semana para todos que aqui possam vir a ler! kk!
torçam para nossa selecção terça!!


adeus você hermanos, los.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

com terno samer ,chapéu, gravata e sapato branco


Alô Malandragem!

fui numa apresentação do Samba do Báu, grupo que canta bom um samba de raiz, e as pessoas vão colocando sugestoes no báu com o andar do show, e ai eles vão atendendo aos pedidos...
agora, falemos do samba! o samba surgiu da mistura de estilos musicais de origem africana e brasileira, com o pézinho de sua origem também no maxixe (!)
as letras dos sambas contam a vida e o cotidiano de quem mora nas cidades,e sendo letras que falam da vida urbana, falam das dificuldades dos trabalhadores e das dificuldades da vida, mas de uma forma amena e a maioria com muito humor!
as letras são simples, o balanço é rápido e o ritmo repetitivo.
esse ritmo, essa ginga, o remelexo, vão que envolvem a gente!
uma certa vez fui com meu pai num samba lá na Lapa do Rio, lapa da gemaa mermoo! encantante! aquelas senhoras dançantes, os malandros com seu danço... a isso contagia que não tá na giria!
a nata da malandragem, grandes figuras fazem com seu ritmo, rimas e poesias para falar de tudo o que vier.
mas o melhor, para eles o lado positivo sempre veem, e se for pra ter tristeza, só se for um com toque de humor!
nas suas letras eles usam as girias, sons, pra o que, segundo eles, é um elo pra completar o diálogo. por favor,nada mais genial do que isso!!
mas para ser um bom malandro é preciso respeitar a vida como for, e também respeitar também as coisas do amor!
com terno samer chapéu, gravata e sapato branco é construída então a imagem do bom malandro.
e os bons malandros mesmo, dizem que tudo isso não passa de uma 'fachada'! hahaha
agora, não há como negar minha gente,
que é uma coisa mais charmosa esse cantar dos malandros.. com esse sorriso largo, esse jeito de muleque. ain, uf!
o samba contagia, uma alegria bonita de se ver!
aí uma coisa otima do jeitinho brasileiro propio de rir de si mesmo! e não é que dá coisa!?

um salve à Bezerra da Silva, Moraes Moreira, grande Chico! e todos os bons malandros do nosso Brasil!
aos sorrisos contagiantes, dançaremos o nosso samba!

auei

domingo, 6 de junho de 2010

amarelar, alturas, galinhas e ovos

vo dizer uma coisa,
a única coisa que eu ando querendo mesmo é ficar em paz no meu mundinho.
fazer as pazes com as minhas minhocas e com meu fantasmas!
aos poucos vou encontrando meu cantinho no meio do mundo,
mundo meu.
os dias passam, as coisas mudam e possa ser que uma hora vc acorde querendo fazer coisas que são suas!
esse 'coisas que são suas' não é assim substancial,é fazer aquelas coisas que vc deseja mas não faz pq um dia deu preguiça, da preguiça que é sua que vc deixa pra depois, medos que vc não quer enfrentar mas tem que se deparar pq se não fica tudo bem dentro do sonho da sua caxola.
hoje enfrentei o medo da altura das árvores (tá, parcialmente), subi em uma manguezera (seria assim uma árvore de mangas?) mas como seus galhos estão doentes resolvi não ariscar de ir tão alto como queria.
ai vou eu para a jaboticabeira, que fui aconselhada como a melhor opção. encontrei um lugar perfeito lá no mais alto pra ler uns livros, mas aí é que entra meu parcialmente, ainda não consegui chegar lá para ver se vai ser uma boa sala de estar.
para completar o meu encantamento com as coisas, estou acompanhando uma galinha chocar seus ovos.
sério, ela é muito 'mãe'. o extinto maternal me encanta.
ela sai disfarçadamente, como uma sherlock observadora, e encontra um lugar muito propicio e super escondido para fazer seu ninho, onde ninguém, ninguém vai ver ela.
ai ela bota e começa a chocar. e quase nunca sai de lá. meu tio me disse que ela sai as vzes só, quando precisa muito beber ou comer alguma coisa.
hoje fui la de novo ver como ela tá e jogamos uns milhos perto dela, mas ela nem deu bola, nem se moveu e só ficou olhando com cara feia pra gente.
ain e ela é linda, toda bonitona, pretona, não vejo a hora que nasçam os pequenos amarelinhos!
mas pra isso vou ter que ir lá ver ela quase todo dia ( não que isso vai ser muito sacrifício, claro, hahaha), quero ver como é esse instinto maternal aí dos bixos!

minha trilha sonora esses dias tem uma nova participação muitíssimo especial! tenho ouvindo muito uma cantorinha do Recife, Lulina, ela vive no seu mundo da Lulilândia, que como ela mesmo diz 'é a minha cabeça' o jeito dela pensar e suas regras próprias, de achar de tudo é bonitinho, todo mundo é legal e acabar se 'lascando'.
mas segundo ela, só entra na Lulilândia se for do bem! Filho da Puta não entra não! haahahaha!
flutuar na sua realidade,
e não abrir ela é pra ninguém.
nada de melancolia nisso,
mas pra afundar no meu, não quero mais boiar por outros.


'POESIA ME FAZ SONHAR, QUE ESSA VIDA É SÓ FEITA DE AR'


por fim, coloco esse link que me enviaram inusitadamente hoje,



fala sério esse teclado de sopro hein! e a menina, sim, é linda.

adios marcis!

sábado, 5 de junho de 2010

LIKE SUMMER




um homem conhece uma mulher
ele sempre acreditou que nunca iria ser verdadeiramente feliz,
até que ela aparece, surge em sua vida
como uma raio de sol iluminando sua varanda
ele a encontra, eles se encontram,
minha nossa!
oras, para ele o amor não é o papai noel.
na hora, ele sabia que era ela que ele sempre procurou.
essa não é uma história de amor, não, não é.
ele faz uma estátua deles.
todos estão olhando para eles,
eles não veem mais ninguém além deles.
nós nos enganamos, fazemos nós mesmos de bobos.
vivendo em um sonho
procurando as respostas em alguém.
isso é contagioso.
isso é pegajoso.
'depositoso'
doce deposição.
voce sabia que por acaso seu raio de sol pode iluminar?
deve então,
mas fazer isso não.
a doce paixão não é assim não.

click!


Filme que vale a pena ver pra uma bobeira de fim de outono, 500 days of summer.

bejitis!

quinta-feira, 27 de maio de 2010


bom mesmo era o o tempo do corpo, da alma e da música


segunda-feira, 12 de abril de 2010

TOP 10 É PRA CASAR!

Entre mile uma coisas que minha cabeça não compreende, aqui vai uma delas.
Uma menina Iguatemi( para aqueles que não sabem esse é um shopping da cidade de Campinas), com cabelos lisos, cara de boa moça, prendada, com strass nos anéis, unhas grandes quadradas e minuciosamente pintadas
, roupas da ultima moda padrão do momento, mamãe e papai cuidam da linda como um flor do seu campo : isso sim é mulher pra casar!
Não sei porquê, isso já está meio que pré-imposto pelas pessoas. é realmente sério! As pessoas passam por muitos preconceitos em várias circunstâncias do cotidiano, várias mesmo, pessoas de todo tipo. Agora, só porque essas pessoas são 'corretamente' encaixadas na sociedade que dizer que elas não devem ser 'julgadas' como os outros?
Perae, deixa eu deixar claro uma coisa, eu não concordo com esses julgamentos, mas confesso que eles são inevitáveis. Eu mesmo julgo, principalmente quando vejo uma menina Top 10 ou um Atleticano andando por aí.
Mas falar sobre como é injusto essas pessoas passarem menos por esses julgamentos! Ah isso não é julgamento!
Posto aqui minha rebeldia quanto a isso! Hm, se bem que não sei se diria rebeldia, mas indginação.
Essas pessoas 'encaixadinhas' podem ter os mesmos dilemas, os mesmos defeitos loucos de tantas outras pessoas que podem andar descabeladas por ai ( ou peladas :] ) , e porque elas se safem disso?

' Não é demonstração de saúde ser bem ajustado em uma sociedade profundamente doente' - Zeitgeist Addendum


Possa ser que isso seja uma revolta de uma menina-mulher que vê e convive com isso desde muitos anos na sua vida. Por mais que hoje eu veja que as pessoas que pensam isso não valem a pena, eu confesso que convivi muito com isso e tentei encaixar isso na minha vida.
Criada em uma escola de classe média alta de Campinas, localizada no fervo do status quo da sociedade campineira ( e por sinal, eta sociedade mais metidinha essa!), convivendo com todas essas meninas Iguatemi, e tentando por muitas vzes ser uma delas por sentir não me encaixar no meio social de todas as minhas amigas.
O ritual da minha pré-adolescencia tardia foi durante quase um ano o seguinte: sexta-feira depois da aula todas as meninas ( eramos 10 por sinal - tinhamos um blog como todos dos in da época, as TOP 10, com numeração e tudo mais) iriam para a casa de uma certa escolhida e nos arrumavamos todas juntas para a noite ir no shopping passear e flertar com as pessoas in de outros blogs. É claro que todas deveriam estar padronizadamente vestidas, com as marcas padrões do momento ( Marcia Mello era o que há benhê!). E assim iamos, babavamos o cotovelo de uma das 10 que tivesse mais in do momento e por ai ia...
Por mais que a tentativa tivesse sido árdua, obrigando minha mãe pés vermelhos de Universidade Pública a achar realmente valioso aquela moda MARA e me levar ao shopping para renovar meu guarda-roupa todo, a tarefa não foi nenhum pouco bem sucedida. Um tempo depois já estava novamente com meus saiões na cintura e indo para o forró da Coperativa aos domingos!
Felizmente, algumas das amizades que eu fiz com as minhas tops pairam até hoje, elas gostam de mim mesmo sendo diferente, e acredito que entre elas todas sempre foram diferentes, cada uma com sua peculiaridade em especial. Hoje as tops tops são elas, olho pra elas hoje e fico tão feliz, de ver o rumo que cada uma tomou ( inclusive eu), o jeito de cada uma que se desabroxou. E o carinho ficou... ( é sempre ele que fica )

E mesmo depois disso ainda vejo essas tops andando por ai.. e fico pensando se elas não queiram desabroxar também!
Pra mim, a beleza fica muito mais linda... muito mais solta, leve... não é não?
não tem como dizer que não!
Fico indiginada desses padrões não olharem de perto a peculiariedade linda que pode estar dentro de cada um.
Falo isso deixando claro que se você for uma Legalmente Loira, mas você, VOCÊ realmente adorar... DEMORÔ estamos aí!
O que tá errado é esse padrãozinho mediocre todo.. pelo amor!
O padrão do momento agora é ser esquisito, vê se pode! Os esquisitos tiveram sua vez! que loucura hein! vai ser é o apocalipse chegando ( kkkkkkkk!!)

detalhe esquecido: todo mundo é esquisito!

mas a pra casar... essa é TOP 10!


beijinhos beijinhos Camy ToP 10 :*

domingo, 11 de abril de 2010

Olás

Olás olás,
bom, como aqui surgiu com o propósito de diário ás besteiras que passam na minha cabeça e não de me tornar uma blogueira com remuneração, vim falar sobre a minha inquietação com o complexo de ignorância que paira sobre a minha cabeça.
Certas vezes, minto, muitas vezes, eu convivo com pessoas que para os meus conceitos beiram as margens da ignorância. Vendo isso instantaneamente penso naquele certo ditado ' diga com quem andas que te direi quem és', fico pensando nas coisas que nem sei se quero saber, nas dificuldades que tenho para entender certos assuntos que para uns já são parte de seu cotidiano.
desisti de escrever. pra variar minha cabeça desfocada já se interessou por outra coisa.
enfim, depois falo sobre isso
adios marcianos

quarta-feira, 7 de abril de 2010

TENTAR A SORTE EM LUGAR ALGUM

Hoje tá um dia perfeito pra carência, convenhamos...
Acho que ela já deve ter batido na porta de um bocado de gente! Esse friozinho pede alguém do seu lado no sofá pra rir da caminhoneira que faz stand up que está no programa do Jô.
Carências a parte, hoje eu tava ouvindo uma música dos Moveis Colonias - Cão Guia, eu achei ela um bom começo para esse blog.
Não vou apostar nessa vida de azar! Se ela pode ir mais além..
Esses conceitos, esses dilemas, essas coisas esperadas pra nossa vida não nos deixam ir bem mais além..
Bem mais além, meu! Onde as preocupações não são preocupações, onde as coisas acontecem sem terem que acontecer mas por que tiveram que acontecer!
Esperar menos, expectativas menos. VIDA MAIS!
As pessoas esquecem de viver, olha que muitas vezes eu também me incluo como uma delas, esquecem completamente de ver a vida como algo maior, não de como esperamos para ela de uma maneira conceitual e histórica que sempre nos fez pensar assim!
Sabe, eu penso, uma pessoa que não quer casar, não quer ter filhos, não quer viver em uma casa com dois andares com um cachorro e um gatinho, e aí? Desde que ela se sinta toltamente bem com isso quem são as pessoas pra julgarem isso? Julgarem qualquer atitude! E se a pessoa quiser andar pelada na rua? ( tá bem, ai vem uma opnião bem particular da minha pessoa) mas e aí sabe? Se ela não tem vergonha, não tem o que temer, se ela quer andar livre leve solta, quem é você pra dizer que não? O mundo é tão dela quanto seu! O mundo não é menos nem mais de ninguém. Não é porque o seu feudo é mais que o do outro que você é o Sr. Todo Poderoso!
Essas coisas são tão pré-pósdoprédopré- históricas para minha cabeça que eu realmente não consigo entender! E se fossemos realmente pára pra pensar sobre isso, teriamos uma grande possibilidade de concluir que esse sitema de 'terras de gado' não faz sentido algum!
mas acho que isso seria papo pra uma nova discussão, mais pronfunda e mais conceitual.
Adoro pensamentos humanos que vão e veem e acabam no mesmo lugar.. É tudo tão abstrato né meeeu! hahaha. E eu amo essa abstração toda! Ela nutre uma felicidade e essa busca incrivel que pra mim é o homem, o livre arbitrio doido de pessoas doidas que podem pensar sobre o que fazem!
somos todos parte de uma comunidade, temos que trazer pra ela a harmonia!
beijos pra quem tiver ai e quiser!
fui!